E quando você ouve isso?

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Boa noite pessoal,

 

Passando aqui “voando” pra fazer um desabafo. Acabei de receber uma “porrada” daquelas sabe. A frase foi: “Sua vida é tão boa, você não tem problema nenhum.; você tem casa, comida, roupa-lavada e ainda um namorado. Não tem do que reclamar. Só faz estudar…”. E quando você ouve isso?

Não sei porque isso dói tanto… Aliás, sei sim. Dói porque sei que não é verdade.

Ser concurseiro machuca; deixa marcas, sequelas. Pelo menos a mim, tem deixado.

Como já disse, existem concurseiros e concurseiros. Existem aqueles que passam bem rápido; existem aqueles que estudam com bastante leveza e tudo ocorre nos conformes.

Mas comigo, tive alguns percalços: doença grave de ente familiar; morte de ente familiar; doença de namorado; pausa enorme nos estudos, forçada, devido a recuperação do companheiro; cirurgias minhas inesperadas, que quase me levaram pro “lado de lá”; depressão; auto-eliminação em prova…

Cada uma dessas coisas deixaram marcas, que não cicatrizam. Sei que não cicatrizaram porque, sempre quando lembro, me emociono, sofro. Acho que vão cicatrizar quando eu virar essa página de minha vida: a de concurseira.

Bom, acabei de ouvir isso. Na hora, explodi: comecei a  contra-argumentar… Mas ai lembrei: não adianta, só quem é concurseiro que entende um concurseiro… E foi essa a minha resposta: “só quem passa por isso que entende”.

Na hora em que ouvi isso, eu estava no meu intervalo de estudo, jantando; perdi o apetite, me recolhi ao meu quarto e vou voltar a estudar. Antes disso, estava pensando em estudar até umas 22h. Já aumentei a minha meta: vou estudar mais do que isso hoje.

Por que não quero, mais uma vez, utilizar os efeitos dessa frase para deitar no travesseiro e chorar. Quero aproveitar essa raiva (infelizmente, esse é o sentimento)  e utilizá-la da maneira mais útil possível: me impulsionar nos estudos!!

E assim vai ser!!

 

Beijos com muita vontade de estudo!!

 

PS: Paty, recebi sua sugestão, e ela vai ser atendida, tá? :-)

10 Comments

  1. Fernando Jorge Passos Lebre

    18 de agosto de 2015 at 03:03

    Somente um concurseiro mesmo para entender inteiramente outro. É como se um veterano de guerra, guardadas as devidas proporções, pudesse ter a sensibilidade de poder mostrar suas cicatrizes como credenciais para aproximar-se com respeitabildade de quem sofre as torturas psicológicas do concurso público. Mas uma coisa é certa: somente a ignorância tem certeza de tudo! Deus, a Suprema Inteligência que nos criou sabe milimetricamente dar os méritos aos seus filhos. A vitória de todos nós é inevitável. Para essas pessoas, verdadeira comiseração provinda do raciocínio que elas ainda não têm. O guerreiro sempre receberá o seu prêmio, mesmo que não saiba ainda. Deus nos abençoe, a todos!

    • Diario de Concurseiro

      18 de agosto de 2015 at 13:25

      Olá Fernando!!

      Amém!!! Belas palavras!!!

      Seja bem vindo ao nosso blog!!! =D

  2. Yasmin

    18 de agosto de 2015 at 09:58

    Não liga não “amiga” (olha a intimidade da pessoa…rs). Você fez a coisa certa, pegou essa frase e usou pra te motivar mais ainda.

    Li em algum site de concurseiros uma vez que nós devemos ter uma “frase tapa na cara” pra aquelas hora que você não consegue encontrar motivação em mais nada. Nem seus sonhos, nem o valor do vencimento, nem a estabilidade, nada consegue te motivar. Aí você pede pra um dos seus “aliados”, no seu caso pode ser seu marido, pra te dizer a “frase tapa na cara”.
    Ele pode dizer pra você: “você vai querer ouvir de novo a(o) fulana(o) dizendo que sua vida é fácil ou quer passar o mais rápido possível?!”.

    O professor garantiu que fez isso com um “coach” dele e o cara conseguiu estudar por mais umas boas horas…rsrs
    Confesso que ainda não tentei, mas é uma dica. =)

    Não fica triste não…estamos todos no mesmo barco. No dia que você passar (porque você vai passar, isso é fato!) você vai lembrar dessa “alma abençoada” quando estiver curtindo suas primeiras férias em Paris (ou Cancún, ou num cruzeiro pela costa brasileira… hahahaha).

    Agora vou começar meu dia também. Bons estudos pra nós. =**

    • Diario de Concurseiro

      18 de agosto de 2015 at 13:30

      Olá Yasmim!!!

      Amigas sim!!! Esse é um dos efeitos do blog: identificação intensa entre os seguidores!!! Afinal, somos da mesma tribo!! =D
      Nossa!! Me arrepiei com sua previsão!!! Hahahahahah
      Adorei a sua dica!! Vou pedir pra meu marido sempre me dar esses “tapas”!! Hahahhaha
      Mas a coisa ontem funcionou mesmo!! Estudei até depois da meia-noite!!

      Beijosssss

  3. aquelanuvem

    19 de agosto de 2015 at 11:20

    Calma, querida! As pessoas não falam por mal. E, mesmo quando falarem, finja que não foi por mal. Devemos ter cuidado pra não surtar e afastar de nós quem, na verdade, está na nossa torcida. “Entrega o teu camiho ao Senhor, confia nEle, e o mais, Ele fará” (Sl 37.5). E, se a nomeação demorar, espera. Porque ela virá logo. No tempo certo. Afinal, Deus não nos dá provação que não possamos suportar.

    • Diario de Concurseiro

      19 de agosto de 2015 at 13:37

      Com certeza aquelanuvem!!!

      A coisa é bem por aí mesmo. Mas, na hora, a dor é imediata quando ouvimos essas coisas… Depois vai passando!!! Sabedoria é usar isso, na hora, a seu favor nos estudos!! rss

      Obrigada pelas palavras e seja muito bem vinda a nosso blog!! Já curtiu?? Segue nossos bate-papos e participa sempre, tá? Precisamos de pessoas serenas como você aqui!! Hahahahha

      Beijos!!

  4. milton t. lima

    19 de agosto de 2015 at 22:43

    Em (apertadíssima síntese) farei um breve resumo da história de vida de um “concurseiro”, publicada em finais de 2013 após minha primeira posse, no Google +:

    “Vou postar minha trajetória como estudante, talvez ela possa ser de alguma valia para você (principalmente meus amigos) , que pensa que tudo está muito difícil.

    Filho de pais separados criado pela mãe junto com 4 irmãos, a vida não foi fácil e enquanto pôde me afastou dos estudos. Tanto assim que nenhum de meus irmãos concluíram o ensino fundamental.

    Bom, aos 10 anos tive meu primeiro dia de aula, aos quatorze tive que parar, aos 17 anos, estudei mais um ano (colégio pago) e tive que parar (novamente) pois, fiquei desempregado. Aos 30 anos, já casado e pai de dois filhos, resolvi recomeçar. Entre janeiro de 1992 e dezembro de 1994 estudei em casa (todos os dias mais fins de semana) pois trabalhava em dois turnos variados, o que me impossibilitava frequentar uma escola regular, terminei o 2º grau, paralelamente fiz um curso de eletricista-eletrônico. De 1995 até 2000 fiz cursinhos de informática inglês e outros de curta duração, pois trabalhava agora em três turnos que variavam semanalmente. Em início de 2001 pedi transferência para outra unidade da empresa em outra cidade, onde trabalharia em turno fixo. Aos 43 anos decidi estudar “direito” e ingressei em uma faculdade. Aos 46 anos descobri que eu não daria conta do curso trabalhando lá, pois sempre aos fins de semana eu tinha que fazer horas extras. Resultado, pedi ao Chefe que me dispensasse, pois, eu precisava do “acerto” para cobrir as despesas, até a formatura. Antes de me dispensar ele, que sempre se gabou de me conhecer demais, reuniu a equipe e me chamou de Visionário. Isto, porque deixava um emprego onde o chefe era meu “Fã”, eu tinha o melhor salário da categoria e ainda insistia para ser mandado embora. Desempregado utilizei os livros de meus filhos que faziam 2º grau e me preparei para a prova do Enem, ganhei bolsa integral, e isto foi primordial. Aos 48 anos me vi: com um canudo na mão, (faltou a grana da festa de formatura, mais isso era um mal menor) com muita disposição, e com um mercado que me rejeitava e insistia para que eu voltasse a ser Eletricista Eletrônico. Diziam que o difícil era a carteirinha vermelha (OAB), porém, ela também não foi capaz de abrir as portas e permitir minha inserção neste, restrito, mercado de trabalho. Então voltei a ser garçon, trabalhei como tal antes 1991, e fui estudar para concursos durante o dia. Uma noite, após um ano e quatro meses, meu patrão me despediu, por eu reclamar de não estar recebendo as “dobras”, ele não gostou da minha reivindicação e me despediu. Resultado, eu fiquei quatro meses em Seguro Desemprego. Enfiei a “cara” nos livros e em inserções diárias superior a 14 horas diária consegui êxito em uma Agência Reguladora Federal. Agora, aos 52 anos ao menos tenho, renda, tempo (meus eternos obstáculos) e estabilidade para continuar estudando, pois a minha história não acaba aqui.”

    • Diario de Concurseiro

      20 de agosto de 2015 at 13:07

      UAUUUU!!!

      Muito obrigado Milton por compartilhar essa linda história conosco!!!

      Por isso falo da grande importância da interação! Temos muito o que ajudar um ao outro!!!

      Muito obrigado e apareça sempre, viu?

      Beijos!!

  5. paty freiitas

    22 de agosto de 2015 at 16:25

    uma vez minha mãe me disse: “não sei porque estuda tanto, nunca passa…” fiquei arrasada, e sinceramente, não a perdoei até hoje… a resposta que eu dei foi a seguinte:”esta implicando porque estou estudando,vou começar a sair pra noitadas beber vodka atéééééé e ficar cada dia com um!!!” Pra mim, só serviu pra quebrar aquele paradigma que mãe só quer o melhor pra gente, à dos outros até pode ser, mas a minha nega esse conceito. Mas esse episódio só me incentiva a estudar mais pra sumir dessa casa. Simples assim.

    • Diario de Concurseiro

      24 de agosto de 2015 at 15:40

      Acontece EXATAMENTE isso comigo Paty!! E dou exatamente essa mesma resposta!!! Hahhahahaha Será que alguns pais de concurseiros não gostam de ver seus filhos estudando? Eu disse: “eu não bebo, não fumo, só saio pra jantar com meu marido, e você reclama. Vou sair todos os dias, gastar horrores com festa, chegar de madrugada bêbada e com cheiro de cigarro, pra vê se você dar valor ao fato de meu “hobby” ser estudar”…

      :/

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